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Postado em 22 de maio de 2020

Pentecostes

Pentecostes

O Espírito Santo colhe o bom fruto também a partir dele. Ao rezar esses dias a ação do Espírito Santo sobre a Igreja, temos a oportunidade de produzir os frutos dos dons por ele concedido a nós. Unidos ao Papa Francisco rezemos:

O Espírito Santo nos ensina a olhar com os olhos de Cristo, a viver a vida como Ele viveu, a entender a vida como Ele entendeu. Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo, que Ele nos fale ao coração e nos diga isto: que Deus é amor, que Deus nos espera, que Deus é Pai, que nos ama como um verdadeiro Pai, nos ama verdadeiramente e isso somente o Espírito Santo nos diz ao coração. Sintamos o Espírito Santo, escutamos o Espírito Santo e vamos em frente pelo caminho do amor, da misericórdia e perdão.

Sabedoria

Devemos pedir ao Senhor que nos conceda o Espírito Santo e nos confira a dádiva da sabedoria, daquela sapiência de Deus que nos ensina a ver com os olhos de Deus, a sentir com o Coração de Deus e a falar com as palavras de Deus. E assim, com esta sabedoria, vamos em frente, construamos a família, edifiquemos a Igreja santificando-nos a todos. Hoje peçamos a graça da sabedoria. E peçamo-la a Nossa Senhora, que é a Sede da sabedoria, deste dom: que Ela nos conceda esta graça.

 

Entendimento

O Espírito Santo abre-nos a mente, abre-nos para nos fazer entender melhor, para nos levar a compreender melhor as disposições de Deus, as realidades humanas, as situações, tudo. O dom do entendimento é importante para a nossa vida cristã. Peçamos ao Senhor que nos conceda a todos este dom, a fim de nos fazer compreender, como Ele mesmo entende, as situações que acontecem e para que compreendamos, sobretudo, a Palavra de Deus no Evangelho.

 

Conselho

Sabemos como é importante nos momentos mais delicados, poder contar com sugestões de pessoas sábias e que nos amam. É o Espírito que vos aconselha, mas devemos dar espaço ao Espírito, para que possa aconselhar. E dar espaço é rezar para que Ele venha e nos ajude sempre. Rezemos: “Bendito o Senhor que me aconselha; durante a noite a minha consciência me adverte. Tenho sempre o Senhor diante dos meus olhos, está à minha direita e jamais vacilarei” (Sl 16. 7-8). Que o Espírito possa infundir sempre no nosso coração esta certeza e encher-nos da sua consolação e paz! Pedi sempre o dom do conselho.

 

Fortaleza

Não devemos pensar que o dom da fortaleza seja necessário só em determinadas ocasiões e situações particulares. Este dom deve constituir o fundamento do nosso ser cristão. Queridos amigos, por vezes, podemos ser tentados a deixar-nos levar pela inércia ou pior pelo desconforto, sobretudo diante das dificuldades e das provações da vida. Nestes casos, não desanimemos, invoquemos o Espírito Santo, para que com o dom da fortaleza possa aliviar o nosso coração e comunicar nova força e entusiasmo à nossa vida e à nossa sequela de Jesus.

 

Ciência

A ciência que deriva do Espírito Santo não se limita ao conhecimento humano: trata-se de um dom especial, que nos leva a entender, através da criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua profunda relação com cada criatura. A preservação da criação é precisamente a conservação do dom de Deus; e significa dizer a Deus: “Obrigado, eu sou o guardião da criação, mas para a fazer prosperar, e não para destruir a tua dádiva!”

 

Piedade

É necessário esclarecer imediatamente que este dom não se identifica com a compaixão por alguém, a piedade pelo próximo, mas indica a nossa pertença a Deus e o nosso vínculo profundo com Ele, um elo que dá sentido a toda a nossa vida e que nos mantém firmes, em comunhão com Ele, até nos momentos mais difíceis e atormentados. Peçamos ao Senhor que a dádiva do seu Espírito possa vencer o nosso temor, as nossas incertezas e até o nosso espírito irrequieto, impaciente, e possa tornar-nos testemunhas jubilosas de Deus e do seu amor, adorando o Senhor na verdade e também no serviço ao próximo com mansidão e com o sorriso que o Espírito Santo sempre nos proporciona na alegria. Que o Espírito Santo nos conceda a todos este dom da piedade.

 

Temor de Deus

Não significa ter medo de Deus: sabemos que Deus é Pai e nos ama, quer a nossa salvação e nos perdoa sempre; por isso, não há motivo para ter medo dele! Ao contrário, o temor de Deus é o dom do Espírito que nos recorda como somos pequenos diante de Deus e do seu amor, e que o nosso bem está no nosso abandono com humildade, respeito e confiança em suas mãos. Este é o temor de Deus: o abandono à bondade do nosso Pai, que nos ama imensamente. Peçamos ao Senhor a graça de unir a nossa voz à dos pobres, para acolher o dom do temor de Deus e poder reconhecer-nos, juntamente com eles, revestidos de misericórdia e de amor a Deus, que é o nosso Pai. Assim seja!

 

 

Autor - Pe. Paulo Júnior, CsSR

Pe. Paulo Júnior, CsSR

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