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Postado em 10 de março de 2021

Jesus e a mulher fenícia: Deus é misericordioso e nele não há barreiras -Mc 7,24-30

Jesus e a mulher fenícia: Deus é misericordioso e nele não há barreiras -Mc 7,24-30

Estamos este ano vivenciando mais uma vez uma Campanha da Fraternidade Ecumênica, possibilitando aos cristãos de todas as tradições a ultrapassarem as barreiras, pois possuímos um Deus misericordioso, que nos chama para o convívio fraterno, pois já podemos com iniciativas iguais a essa desfrutarmos a vivência do Reino de Deus.

O Evangelho Segundo São Marcos no capítulo 7 dos versos 24 a 30, nos traz uma reflexão a respeito da misericórdia de Deus e que Nele não há barreiras.

Hoje nós lidamos com o politicamente correto ou com uma frase que há no meio dos cristãos “fugir da aparência do mal” quando queremos nos afastarmos de algo ou de alguma situação utilizamos desta prerrogativa.

No tempo de Jesus, não havia muita diferença da nossa sociedade, naquele momento havia muitas leis religiosas que separavam as pessoas. Leis a respeito de pureza ou da impureza que determinavam quem estava mais próximo ou mais distante de Deus. Havia vários tipos de impurezas e algumas eram transitórias e alguns ritos de purificação tiravam a pessoa desta condição. Mas no caso da Mulher Fenícia era uma impureza permanente, pois os estrangeiros para os judeus eram considerados impuros.

Embora não faça parte da nossa cultura ocidental esta questão de puro ou impuro, mas temos muitas barreiras e preconceitos que nos separam e nos dividem e nos rotulam. Por vezes criamos barreiras sociais por conta das classes, por profissões e a mais triste por conta da nossa tradição religiosa.

Ao fazermos uma análise cuidadosa do texto, o qual estamos meditando encontramos aparentemente Cristo não atendendo o desejo do coração daquela mulher e até rude. Mas Cristo conhecia a qualidade desta mulher e Ele a desafiou amadurecer. De modo surpreendente e didático colocou várias barreiras no caminho daquela mulher, cada um dos quais ela transpassou e superando com uma fé radiante. Jesus exclama: “Ó mulher, grande é a tua fé,” e Ele curou sua filhinha sem sequer ter colocado os olhos sobre a criança.

Nos questionamos que qualidades esta mulher possuía para receber tão grande elogio da parte do Senhor? Esta mulher, embora estrangeira, considerada impura, pagã aos olhos das leis judaicas ela trata Jesus como “Senhor, filho de Davi.”

Concluindo nossa reflexão e seguindo os passos de Cristo e da Mulher Felícia é tempo de transpassarmos as barreiras que nos separam e por vezes nos fazem serem distantes uns dos outros e não nos deixa experimentar de imediato um pouco do Reino de Deus. É momento não apenas de reflexão, mas sim de vivermos a “Fraternidade: e o diálogo, o compromisso do amor, pois Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2.14).

Rev. Marcelo Leandro Garcia de Castro

Secretário de Assuntos Ecumênico e Inter-religioso do Presbitério São Paulo da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.

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